
sábado, 16 de maio de 2009
Ficar suspenso a vários centímetros do chão através de ganchos de metal que perfuram a pele. O que pode parecer uma prática dolorosa e incompreensível para uns, é uma experiência profunda de auto-conhecimento para outros. De qualquer maneira, a suspensão humana vem arrecadando cada vez mais adeptos e, ao mesmo tempo, causando polêmica. de parecer estranha para a maioria das pessoas, a prática da suspensão é muito antiga e era comum entre alguns hindus e tribos de índios do oeste americano como um ritual de passagem que preparava os jovens para a vida adulta. Acreditava-se que a dor e a superação dos obstáculos faziam o ser humano ficar mais sábio, melhor e menos sujeito aos imprevistos. O piercer Luciano Iritsu, da Iritsu Tattoo Shop, explica a chegada dessa prática no ocidente moderno. "Podemos dizer que o Fakir Musafar foi o grande responsável por ocidentalizar a suspensão. No Brasil, o primeiro relato que temos dessa prática é de meados dos anos 90. Hoje temos um número relativamente grande de praticantes e profissionais reconhecidos internacionalmente por seus respectivos trabalhos ligados à suspensão", afirma Luciano. Existem diversas maneiras de ser suspenso. A Suicide é feita na parte de cima das costas e o praticante fica na posição vertical, como se estivesse em pé. A Superman é feita em toda a extensão das costas, e o praticante fica na posição horizontal, como se estivesse voando igual ao Super-Homem. Já a O-kee-pa é feito com dois ganchos no peito e faz parte de um ritual dos índios Sioux da América do Norte. Seja por curiosidade, por vontade de superar obstáculos ou por simples diversão, quem deseja "se suspender" deve tomar muitos cuidados e precauções. Embora não exista limite de altura e peso para tal prática, outras recomendações devem ser levadas em consideração. "Em primeiro lugar, é preciso procurar um profissional de qualidade. É necessário descansar bem, se alimentar de maneira saudável e evitar todos os tipos de drogas antes, durante e depois da suspensão. O praticante deve ter consciência de que a suspensão é um ato que exige bastante de você, seja física ou psicologicamente", alerta Luciano. Apesar de não existir um ponto fixo onde se faz a suspensão, ela é praticada em diversos locais. "Existem grupos que fazem suspensões em lugares como sítios, onde há um contato maior com a natureza e de certa forma com a idéia do ritual, do primitivo. Atualmente, também temos apresentações de suspensão em baladas, shows e freak shows, já com o conceito mais voltado ao entretenimento", explica Luciano. Para quem quiser saber mais sobre essa prática ou até mesmo experimentar ser "suspenso", será oferecido o serviço na primeira conferência de body art e body modification do Brasil, a Frrrkcon, que acontece em São Paulo no mês de outubro. Mais informações no site www.frrrkcon.com. 











